segunda-feira, 4 de maio de 2009
Apresentação
É isso mesmo, in the name of love (em nome do amor), inspirado no nome da música do U2. Este site tratará de um assunto complexo, mas de uma forma bem simples... Falarei sobre aspectos psicológicos que são determinantes para sermos as pessoas que somos, assim como mostrarei algumas formas de usarmos o conhecimento sobre tais aspectos para nos tornamos pessoas melhores. O mais importante, sem dúvida, será perceber (se for possível para você) que "se tornar uma pessoa melhor", longe de ser uma ideologia barata, abstrata ou inútil, é um caminho rápido e objetivo para uma vida feliz e cheia de alegria, sem a superficialidade e a frieza que outras formas de buscar a felicidade acabam trazendo. Em outras palavras, se vai buscar a felicidade, busque-a em nome do amor. Pense nisso e felicidades...
domingo, 3 de maio de 2009
O sentido da vida
Os pacientes muitas vezes dirigem-se ao psiquiatra porque duvidam do sentido da sua vida ou perderam mesmo toda a esperança de o achar. O que há de patológico nisso? Portanto, já não vale evitar as tensões a todo custo. Schopenhauer via o homem destinado a oscilar entre os extremos da necessidade e do tédio, cabendo a nós o desafio de não acreditar na frase de Freud: "se se pergunta pelo sentido e valor da vida, é porque se está doente...".
Podendo provar a existência de uma lacuna que espera o respectivo preenchimento, conseguiríamos facilmente entender o que vem a ser o sentido da vida, mas isso não é possível, porque só podemos sentir o vazio, não podemos vê-lo. Por sinal, o momento em que vivemos, tão "mergulhados na vida" sem, no entanto, saber o necessário sobre ela, é certamente nada propício à aquisição desse saber. Ou seja, achamo-nos tão espertos por não perdermos tempo em tentar enxergar aquilo que não vemos, a ponto de preferirmos tatear no escuro a, numa atitude de humildade, experimentarmos ligar a luz. É assim que procedemos em nossa vida, quando escolhemos ir vivendo, numa ansiedade constante, eventos aparentemente desconexos, num atropelo interminável. E o que poderíamos fazer ao invés disso? Olhar para a vida de uma outra forma, percebendo que vivermos "mergulhados na vida" é, apenas, um modo de não encará-la de frente, ao contrário do que possa parecer.
Quanto mais, com o intuito de evitar o tédio, fugimos de questionamentos como o sentido da vida, mais ela parece escoar por nossas mãos e mais motivos temos para nos sentirmos perdidos ou infelizes. Por outro lado, não precisamos tornar a busca pelo sentido da vida uma necessidade, sob pena de nos tornarmos excessivamente dramáticos e neuróticos... Podemos concluir, então, que falta-nos ajustar os nossos pensamentos, livrando-nos dos preconceitos deturpantes, sempre capazes de nos atirar ao fundo do poço.
"Quem eu sou saúda tristemente aquele que eu poderia ser..."
"Quem eu sou saúda tristemente aquele que eu poderia ser..."
Hebbel
sábado, 2 de maio de 2009
Personalidade
A "personalidade" é uma identidade mental autoconstruída, formada por um conjunto de condutas. É uma mera construção, mas, muitas vezes, a tornamos mais real que o corpo e mais preciosa que a alma, caso em que passamos a defendê-la a qualquer custo, porque se tornou o símbolo da nossa própria existência.
"Personalidade" é uma derivação da palavra latina persona, utilizada para referir-se às máscaras que os atores gregos e romanos usavam no palco. Com este significado de "máscara", entendemos bem porque é empregada para designar o resultado da criação de uma fantasia protetora, com a qual cobrir o ser desnudo e desprotegido.
Aos poucos, o ser humano começar a viver comandado por sua personalidade, tornando a máscara mais importante do que a face humana (ou divina) por trás dela. A personalidade, então, assume vida própria, criando uma situação em que sacrificamos nossa liberdade, nossa vida, em favor de nossa auto-imagem. Alimentamos nossa personalidade com status e dinheiro, enquanto nossa capacidade interior (de ser especial de verdade) morre de fome. Escolhemos uma relação com alguém que agrada nosso ego (nossa vaidade), mas não nos enobrece como seres humanos e nem enche de amor a nossa existência.
Imagine usar a inteligência para criar uma versão falsa da realidade, que serve unicamente ao propósito da personalidade de agir como se fosse Deus. É a arrogância da parte, que pretende tornar-se o todo. Quando identificamos nossa importância mais com nossa auto-imagem ilusória do que com nosso papel no mundo, é exatamente este absurdo que fazemos... Desperdiçamos a dádiva que é a consciência de estarmos vivos.
"Personalidade" é uma derivação da palavra latina persona, utilizada para referir-se às máscaras que os atores gregos e romanos usavam no palco. Com este significado de "máscara", entendemos bem porque é empregada para designar o resultado da criação de uma fantasia protetora, com a qual cobrir o ser desnudo e desprotegido.
Aos poucos, o ser humano começar a viver comandado por sua personalidade, tornando a máscara mais importante do que a face humana (ou divina) por trás dela. A personalidade, então, assume vida própria, criando uma situação em que sacrificamos nossa liberdade, nossa vida, em favor de nossa auto-imagem. Alimentamos nossa personalidade com status e dinheiro, enquanto nossa capacidade interior (de ser especial de verdade) morre de fome. Escolhemos uma relação com alguém que agrada nosso ego (nossa vaidade), mas não nos enobrece como seres humanos e nem enche de amor a nossa existência.
Imagine usar a inteligência para criar uma versão falsa da realidade, que serve unicamente ao propósito da personalidade de agir como se fosse Deus. É a arrogância da parte, que pretende tornar-se o todo. Quando identificamos nossa importância mais com nossa auto-imagem ilusória do que com nosso papel no mundo, é exatamente este absurdo que fazemos... Desperdiçamos a dádiva que é a consciência de estarmos vivos.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Conheça a logoterapia
Nesse ponto, gostaria de falar um pouco sobre algo que deve ser totalmente desconhecido para a maioria das pessoas, a logoterapia.
A Logoterapia é uma linha da psicologia.
Assim como existe a psicanálise de Freud, a terapia "centrada no cliente" de Rogers, ou a psicologia analítica de Jung, temos a logoterapia, criada pelo psiquiatra vienense Dr. Viktor E. Frankl.
O trabalho da logoterapia consiste basicamente em ajudar as pessoas a encontrarem o sentido de suas vidas.
Existem dois tipos de pessoas: as que dizem sim à vida, a despeito de suas dificuldades, e as que dizem não à vida, a despeito das boas coisas que lhe acontecem. As que dizem sim geralmente sentem-se satisfeitas e felizes, enquanto as que dizem não geralmente sentem-se alienadas, frustradas e vazias.
É importante perceber que sempre podemos mudar de uma atitude negativa para uma positiva.
Se formos do tipo de pessoas que dizem não à vida, seja através de atitudes ou pensamentos inadequados, isso não significa que estejamos condenados a permanecermos assim.
A mudança é possível
O Dr. Frankl acreditava que para encarar a vida de maneira positiva é preciso ter consciência de que a vida tem sentido, em quaisquer circustâncias, e que temos a capacidade de encontrar esse sentido.
Podemos nos erguer das dificuldades, das enfermidades, do vício, da tristeza, do vazio e dos "golpes do destino", se pudermos ver o sentido em nossa existência.
Frankl denomina seu sistema de "Logoterapia", ou seja, a saúde através do sentido.
A logoterapia ajuda as pessoas a dizerem sim à vida, quer seu sofrimento provenha de desajustamentos em suas relações humanas, problemas com o trabalho, doença, quer pela morte de um ente querido, por dificuldades auto-impostas como a hipocondria ou a dependência de álcool e drogas.
Não é o homem que dá sentido livremente à sua vida... A vida é que a todo o momento nos cobra que seu sentido seja revelado e nos mostra o caminho. E você... está, ou não, buscando este sentido? Já sabe o sentido de sua vida? Qual é?
Como ou onde encontrá-lo?
A logoterapia ajuda, praticamente, através de seus métodos e teoria, a responder perguntas de ordem existencial. Afirma que somos indivíduos únicos, que atravessamos a vida numa série de situações únicas e que cada momento oferece um sentido para a preencher, uma oportunidade para agir significativamente.
Isto pode ser conseguido através do que fazemos, do que pensamos e das atitudes que assumimos diante dos acontecimentos, mesmo os caóticos.
O sentido da vida consiste em mostrar nosso valor...
E para mostrá-lo é preciso desenvolvê-lo.
Alguns filósofos existencialistas, como Sartre, defendem que a vida não tem sentido, mas que os seres humanos precisam conduzir suas vidas de modo significativo. Portanto, nessa visão, seríamos nós quem daríamos à nossa vida o sentido que escolhêssemos, só para não termos uma vida sem sentido. Essa é a forma de pensar mais comum sobre o tema.
A logoterapia, no entanto, afirma que o sentido da vida existe, de forma incondicional, e o que nós devemos fazer é descobri-lo.
Para Frankl, a vida é tão especial que nunca seria comparável a um buraco, no qual jogaríamos qualquer sentido que quiséssemos.
A logoterapia vê a vida como um desenho de linhas confusas formando árvores, nuvens, flores, casas, com uma legenda que diz: "encontre a bicicleta neste desenho". Temos, então, que virar o desenho em várias direções até descobrir a bicicleta oculta na miscelânea de traços.
Da mesma maneira, devemos virar nossa vida em todas as direções, se necessário, até encontrar o sentido. Este sentido não nos pode ser dado pela sociedade ou por nossos pais... Tampouco pode o psiquiatra prescrevê-lo como se fosse uma pílula. Ele pode contribuir, com intervenções importantes em uma dada situação, mas compete a cada um descobrir o valor essencial de sua vida, ou seja, para onde ela deve ir.
O trabalho da logoterapia consiste basicamente em ajudar as pessoas a encontrarem o sentido de suas vidas.
Existem dois tipos de pessoas: as que dizem sim à vida, a despeito de suas dificuldades, e as que dizem não à vida, a despeito das boas coisas que lhe acontecem. As que dizem sim geralmente sentem-se satisfeitas e felizes, enquanto as que dizem não geralmente sentem-se alienadas, frustradas e vazias.
É importante perceber que sempre podemos mudar de uma atitude negativa para uma positiva.
Se formos do tipo de pessoas que dizem não à vida, seja através de atitudes ou pensamentos inadequados, isso não significa que estejamos condenados a permanecermos assim.
A mudança é possível
O Dr. Frankl acreditava que para encarar a vida de maneira positiva é preciso ter consciência de que a vida tem sentido, em quaisquer circustâncias, e que temos a capacidade de encontrar esse sentido.
Podemos nos erguer das dificuldades, das enfermidades, do vício, da tristeza, do vazio e dos "golpes do destino", se pudermos ver o sentido em nossa existência.
Frankl denomina seu sistema de "Logoterapia", ou seja, a saúde através do sentido.
A logoterapia ajuda as pessoas a dizerem sim à vida, quer seu sofrimento provenha de desajustamentos em suas relações humanas, problemas com o trabalho, doença, quer pela morte de um ente querido, por dificuldades auto-impostas como a hipocondria ou a dependência de álcool e drogas.
Não é o homem que dá sentido livremente à sua vida... A vida é que a todo o momento nos cobra que seu sentido seja revelado e nos mostra o caminho. E você... está, ou não, buscando este sentido? Já sabe o sentido de sua vida? Qual é?
Como ou onde encontrá-lo?
A logoterapia ajuda, praticamente, através de seus métodos e teoria, a responder perguntas de ordem existencial. Afirma que somos indivíduos únicos, que atravessamos a vida numa série de situações únicas e que cada momento oferece um sentido para a preencher, uma oportunidade para agir significativamente.
Isto pode ser conseguido através do que fazemos, do que pensamos e das atitudes que assumimos diante dos acontecimentos, mesmo os caóticos.
O sentido da vida consiste em mostrar nosso valor...
E para mostrá-lo é preciso desenvolvê-lo.
Alguns filósofos existencialistas, como Sartre, defendem que a vida não tem sentido, mas que os seres humanos precisam conduzir suas vidas de modo significativo. Portanto, nessa visão, seríamos nós quem daríamos à nossa vida o sentido que escolhêssemos, só para não termos uma vida sem sentido. Essa é a forma de pensar mais comum sobre o tema.
A logoterapia, no entanto, afirma que o sentido da vida existe, de forma incondicional, e o que nós devemos fazer é descobri-lo.
Para Frankl, a vida é tão especial que nunca seria comparável a um buraco, no qual jogaríamos qualquer sentido que quiséssemos.
A logoterapia vê a vida como um desenho de linhas confusas formando árvores, nuvens, flores, casas, com uma legenda que diz: "encontre a bicicleta neste desenho". Temos, então, que virar o desenho em várias direções até descobrir a bicicleta oculta na miscelânea de traços.
Da mesma maneira, devemos virar nossa vida em todas as direções, se necessário, até encontrar o sentido. Este sentido não nos pode ser dado pela sociedade ou por nossos pais... Tampouco pode o psiquiatra prescrevê-lo como se fosse uma pílula. Ele pode contribuir, com intervenções importantes em uma dada situação, mas compete a cada um descobrir o valor essencial de sua vida, ou seja, para onde ela deve ir.
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